Onde se consultar a respeito de discriminação relacionada ao coronavírus

Você sofreu ou sabe de casos de discriminação relacionados ao novo coronavírus (COVID-19)? Existem linhas diretas de atendimento para isso. Não tente resolver o problema sozinho, entre em contato.

A discriminação não deve ser permitida em nenhuma situação. Obtenha informações corretas e tome as devidas ações.
Estamos combatendo o COVID-19 já há um longo tempo. Durante esse período, você ou alguém que você conheça, tiveram problemas discriminatórios? Como por exemplo:

  • Quem trabalha num hospital ou num asilo e após seu trabalho, as pessoas lhe evitam, dizendo que não querem que transmitam o vírus para elas, ou lhes insultam de alguma forma.
  • Quem trabalha em supermercado, em loja de conveniência ou em drogaria e os clientes lhes dirigem palavras de baixo calão, devido ao novo coronavírus.
  • Quem trabalha na indústria de logística ou de infraestrutura e as pessoas lhes cobram de forma agressiva, que fiquem em em casa e cumpram com a quarentena ao invés de irem ao trabalho. Como também recebem comentários abusivos e críticas na internet.
  • Alguém ou algum membro da família desta pessoa se contagiou com o novo coronavírus e as pessoas ao redor passam a espalhar tal fato e até mesmo se afastam ou lhes dirigem palavras torpes. Além disso, mais que insultos dirigidos à estas pessoas e/ou seus familiares na internet, em alguns casos, suas informações pessoais são postados em sites e nas redes sociais.
  • Apenas por ser estrangeiro, as pessoas lhes julgam estar contagiado com a COVID-19 ou se referem ao vírus como “vírus de (país de sua origem)”.

Infelizmente, os exemplos acima mencionados foram de situações reais. Obviamente, esses casos são de atos discriminatórios, sendo assim, inaceitáveis.
Ninguém pode discriminar aqueles que trabalham todos os dias, como os profissionais de saúde conduzindo exames e tratamentos médicos, comerciantes alimentícios ou de mercadorias necessárias para o dia a dia, trabalhadores da indústria de logística e infraestrutura, arriscando suas vidas para nossa sociedade funcionar.

O que precisamos entender é que devemos culpar somente o novo coronavírus, não aqueles que foram contagiados com o vírus, suas famílias, ou os países e regiões de origem destas pessoas. Se alguém ficar doente, trate-os com carinho e simpatia.
A OMS (Organização Mundial da Saúde) se manifestou fortemente contra a denominação do vírus que o relacione ao país ou região que originou o surto, uma vez que essa denominação possa incentivar o risco de atos discriminatórios e preconceituosos.

Se você sofreu ou tem sofrido atos de discriminação ou difamação, existem profissionais disponíveis em linhas de atendimentos para ouvirem e ajudarem em seu caso. Você pode também procurar aconselhamento quando souber de alguém conhecido que esteja enfrentando este problema. Compartilhe as informações sobre as centrais de atendimento listadas abaixo.

A central de atendimento administrada pelo Ministério da Justiça

O Ministério da Justiça administra o serviço de aconselhamento e consulta, onde é possível  consultar ou solicitar aconselhamentos em casos de discriminação.
Consulte-os no caso de passar pelas seguintes situações:

  • Para mediar situações de discórdia;
  • Para ajudar com solicitações de melhoria àqueles que violarem os direitos humanos;
  • Para encaminhamento à advogados profissionais e instituições relacionadas, a fim de obter aconselhamento legal;

Para mais informações, consulte este folheto.
※Normalmente, a Divisão de Assuntos Legais ou o Escritório Regional de Assuntos Legais oferecem consultas presenciais sobre direitos humanos, mas o serviço está temporariamente suspenso devido à intenção de prevenir o contágio da COVID-19. As consultas deverão ser agendadas por telefone ou internet acessando os números e websites mencionados abaixo:

Linha de Consultas de Direitos Humanos em Idiomas Estrangeiros – (0570-090911)

É um serviço de linha direta de consultas sobre direitos humanos para pessoas que não dominam muito bem o idioma japonês. As ligações podem ser feitas de qualquer local do Japão e serão transferidas diretamente ao Departamento ou Escritório Regional de Assuntos Legais mais próximo. Você também pode verificar estas informações neste folheto.
Horário de atendimento: dias úteis (2ª  a  6ª feira) das 9h às 17h (Com exceção no final e começo de ano).
Idiomas atendidos: inglês, chinês, coreano, filipino, português, vietnamita, nepalês, espanhol, indonésio e tailandês
※ A ligação telefônica é cobrada.
※ Este é um serviço de chamadas com três participantes que conecta você, um intérprete e o especialista do Departamento.

Guichê de Consultas sobre Direitos Humanos em Idiomas Estrangeiros pela Internet

O aconselhamento sobre direitos humanos está disponível em inglês e chinês. Envie um formulário de solicitação do link abaixo e eles responderão por email ou por telefone. Você pode enviá-lo pela internet de qualquer lugar do Japão.
Serviços de aconselhamento sobre direitos humanos em inglês na Internet
Serviços de aconselhamento sobre direitos humanos em chinês na Internet

Linhas de consulta de outras Instituições

Serviço de informações em línguas estrangeiras organizado pelo Hou-terasu (Centro de Suporte Legal do Japão) – (0570-078377)

Você sofreu discriminação relacionada a problemas nas condições de trabalho ou com procedimentos de visto devido à COVID-19? O Hou-terasu (Centro de Suporte Legal do Japão) fornece informações sobre o sistema jurídico japonês e o encaminha para associações de advogados especializadas, muito úteis na solução destas questões. Para mais detalhes, acesse este site.

Horário de atendimento: dias úteis (2ª  a  6ª feira) das 9h às 17h 
Idiomas atendidos: inglês, chinês, coreano, espanhol, português, vietnamita, tagalo, nepalês e tailandês

※ A ligação telefônica é cobrada.
※ Este é um serviço de chamadas com três participantes que conecta você, um intérprete e o especialista.

Você sofreu violência doméstica durante a quarentena? Na definição contemporânea de violência doméstica incluem-se os atos de abusos físicos, psicológicos, econômicos, ou sexuais. Se você passou por alguma dessas situações, leia este artigo e procure ajuda em uma das linhas de aconselhamento.

Para evitar atos discriminatórios (incluindo rumores prejudiciais) baseado no preconceito relacionado ao novo coronavírus, é essencial obter informações corretas sobre o vírus e a doença. Você pode encontrar fake news na internet, ou ouvir boatos sem fundamentos entre amigos próximos. Verifique nosso outro artigo para obter informações precisas e corretas.

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